terça-feira, 26 de outubro de 2010

CHEGANDO...

Estou numa avalanche de movimentos, de pensamentos... fervendo de idéias, de ideais. Dançar  é isso também, é pensar, mas será que só pensar basta para a dança, resumir um pensamento numa escrita? Prefiro permitir que as sensações sejam sentidas, nem tudo é possivel ser descrito, resumir é tão arriscado, e vou emaranhando ações, gosto de me sentir assim, inundado de sentimento. Que conceito se tem de sentimento? Acho que me afoguei na filosofia, se bem que filosofar também é bom para o movimento. E vou colocando toda essa essência, toda essa transparência nisso que chamo de corpo, chamo disso para não chamar de aquilo, acho que aquilo é mais desconhecido do que isso, não vou chamar de instrumento por que intsrumento é objeto pronto para ser tocado e o corpo nunca está pronto. Corpo é matéria? Matéria da dança? Acredito que seja um material, um troço, por mais que tentamos conhecê-lo mais o desconhecemos e nesse desconhecer a curiosidade se evidencia, então começamos a nos conhecer de verdade. A dança é essa verdade que fica impregnada na pele, essa transpiração prazerosa, esse gozo no espaço, é essa atmosfera onde se concentra na alma, na vida, é mais simples do que se imagina, é mais que um simples, apesar da diversidade, da multiplicidade, não quero entrar aqui para discutir termos, acho tão arriscada essa poluição de decodificações, essa sistematizações de um simples que precisa simplesmente ser vivido, dançar por exemplo, minha vida!

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