Fui acompanhado por Ivy Faladeli e Janailton Santos numa viagem de lancha de São Luís para a cidade de Alcântara, no dia 02 de março de 2010 onde realizamos os primeiros registros de imagens do Corpo Sagrado, num cenário repleto de ruínas. Dancei sobre o mar naquela manhã onde o vento produzia ruídos sonoros intensos e o sol iluminava aquele cenário natural que refletia sobre meu corpo, refletia sobre as minhas reflexões, sobre os meus reflexos mais escondidos e revelando o meu olhar de contemplação, meus pensamentos, minha ansiedade na fluência das sensações mais verdadeiras.
Naquela tarde procuramos as ruínas da cidade de Alcântara, fizemos uma espécie de passeio pela cidade, visitamos igrejas, percorremos trilhas, subimos e descemos ladeiras, cercados por casarões coloniais. Dancei dentro das ruínas da casa do imperador, da igreja da matriz, de lugares que ainda não consegui identificar a história. No outro dia pela manhã acordamos cedo e fomos fazer imagens novamente dentro das ruinas para tentar fixar partituras de movimentos assim como experimentar novas influências.
Naquela tarde procuramos as ruínas da cidade de Alcântara, fizemos uma espécie de passeio pela cidade, visitamos igrejas, percorremos trilhas, subimos e descemos ladeiras, cercados por casarões coloniais. Dancei dentro das ruínas da casa do imperador, da igreja da matriz, de lugares que ainda não consegui identificar a história. No outro dia pela manhã acordamos cedo e fomos fazer imagens novamente dentro das ruinas para tentar fixar partituras de movimentos assim como experimentar novas influências.

Todos os momentos foram especiais dentro desse processo de experimentação, mas posso destacar alguns dos que mais me marcaram. Senti o corpo divino ao conseguir escalar uma parede arruinada e abrir meus braços no topo dela, sentindo o vento forte de olhos fechados é como se tivesse perto do céu, me deparei com aquela imensidão azul e imediatamente fixei a imagem da pomba do Divino Espírito Santo. Outro momento divino aconteceu ao transferir meu corpo saltando numa sequência de janelas do casarão e correr dentro das ruínas, na casa do imperador em frente à igreja, como se a cada movimento me estivesse revisitando minha própria história, como um imperador vendo seu império sendo reerguido, um novo teto surgindo, os azulejos tomando conta da grama e da vegetação das paredes. Não posso deixar de citar outro momento marcante desta experimentação, quando dancei na frente da Igreja da Matriz, perto do pelourinho, em frente à cruz.
As ruínas desabam, o homem continua arruinando sua própria história e a dança está me levando a conhecer um patrimônio além do material ou imaterial, um patrimônio espiritual.
“Divino” move meu espírito!




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